
Como a “Caixinha do Cuidado” transformou o dia a dia na Confitec
Uma ideia simples, nascida de uma necessidade cotidiana e da colaboração entre colegas, evoluiu para uma iniciativa institucional que reforça a cultura de cuidado e o sentimento de pertencimento. A história da “Caixinha do Cuidado”, contada pelas Confiteckers Jaqueline Cruz e Jéssica Santana, revela como pequenas ações podem ter um grande impacto no ambiente de trabalho.
Tudo começou com um imprevisto, daqueles que podem acontecer com qualquer pessoa em um dia de trabalho. Uma necessidade pontual, a falta de um item de higiene pessoal e a constatação de que, no modelo de trabalho híbrido, nem sempre se tem à mão um kit de emergência. Foi a partir dessa situação corriqueira, vivida no escritório da Confitec, que Jaqueline e Jéssica plantaram a semente de uma das mais simbólicas iniciativas de bem-estar da empresa: a “Caixinha do Cuidado”.
A ideia, que surgiu de forma orgânica, era simples: criar um pequeno estoque colaborativo com itens essenciais, como desodorante, absorventes e pasta de dente, entre outros, para socorrer quem precisasse. O gesto de empatia foi imediatamente abraçado pela área de Pessoas, transformando-se em uma política institucional que hoje beneficia as equipes que trabalham no Rio e em São Paulo e serve como exemplo prático do que significa construir um ambiente de trabalho verdadeiramente acolhedor.
A ideia que nasceu de forma colaborativa
A transição para o modelo híbrido trouxe flexibilidade, mas também novos desafios logísticos. “Como a gente normalmente trabalha mais de casa, precisa ficar naquela coisa de transportar um “kitzinho” essencial do dia a dia para a empresa, montar uma mala específica para o trabalho”, explica Jaqueline, coordenadora de projetos. Em um desses dias, ela própria se viu precisando de um item que havia esquecido. A mobilização das colegas para ajudar resolveu a questão, mas acendeu uma conversa.
Jéssica, analista de negócios, lembrou-se de uma experiência anterior em outra empresa, onde as próprias funcionárias mantinham um estoque colaborativo. “Eu comentei que tinha tido uma experiência em que as meninas, de forma colaborativa, mantinham um pequeno estoque de itens”, recorda.
A conversa evoluiu para uma proposta concreta: por que não criar algo semelhante na Confitec? “Realmente, a gente poderia ter alguma coisa assim, de repente colocar algo no banheiro para todo mundo ter acesso, porque isso que aconteceu comigo pode acontecer com muitas outras pessoas”, conta Jaqueline.
Da Iniciativa à Institucionalização
Com a ideia em mãos, o próximo passo foi buscar o apoio da área de Pessoas. A decisão de envolver o RH não foi apenas para obter apoio, mas também por respeito ao espaço coletivo. “O banheiro é um lugar que todo mundo utiliza; não dá para a gente chegar lá e colocar um item pessoal nosso sem verificar se realmente poderíamos fazer isso”, pondera Jéssica.
A resposta foi imediata e entusiástica. A equipe de RH não apenas aprovou, como abraçou a causa. “A Jú (Analista de RH) curtiu a ideia e levou internamente para aprovação”, relata Jaqueline. A proposta inicial de um apoio colaborativo entre colegas foi elevada a um novo patamar. “A Confitec abraçou a ideia, montou todo o kit e disponibilizou para todos, no Rio e em São Paulo. A gente conversou com a Ju num dia e, na semana seguinte, já estava lá a caixinha”.
O que começou como uma solução informal em um escritório transformou-se em uma iniciativa institucionalizada. A “Caixinha do Cuidado” tornou-se um símbolo tangível de uma cultura que valoriza o bem-estar e a atenção aos detalhes.
Pequenos confortos, grande impacto
Mais do que a praticidade de ter um item de emergência à disposição, a caixinha representa um gesto de acolhimento. É a materialização da ideia de que a empresa se preocupa com as pequenas necessidades que compõem o dia a dia de seus colaboradores. “Eu já fui salva três vezes”, brinca Jéssica. “É o fio dental que acabou, a mão que está muito seca e tem um hidratante…. São pequenos confortos que estão ali disponíveis e que, às vezes, são tudo que você precisava naquele dia para se sentir em casa”.
Essa sensação de “sentir-se em casa” é um contraponto importante à impessoalidade que o trabalho remoto ou híbrido pode gerar. Se antes cada pessoa tinha sua gaveta ou armário para guardar pertences, a caixinha agora passa a funcionar como um espaço de cuidado compartilhado, mantido e abastecido pela própria Confitec, garantindo que o recurso esteja sempre disponível. “Sempre que eu vou lá, está tudo abastecido. Ou seja, funciona”, atesta Jaqueline.

Um reflexo da cultura Confitec
A história da “Caixinha do Cuidado” ilustra uma cadeia de confiança e colaboração que é a marca da Confitec: uma pessoa tem uma necessidade, sente-se à vontade para compartilhar com os colegas, que se unem para encontrar uma solução e, juntos, levam a proposta a uma liderança que não apenas escuta, mas age.
Para Jaqueline, que está na empresa há sete anos e cresceu de analista júnior a coordenadora, essa atitude não é surpresa. “A Confitec tem isso muito forte na sua cultura: a gente se ajuda, a gente é um time só”, afirma.
Jéssica, que ingressou na empresa durante a pandemia e enfrentou o desafio de se integrar a um novo setor de forma remota, reforça: “Com a ajuda das pessoas, da equipe, deu tudo certo. A equipe se apoia muito, acho que esse é um grande diferencial”.
A iniciativa, que completa um ano este mês, prova que a construção de um excelente lugar para trabalhar não depende apenas de grandes programas, mas também de uma escuta ativa e da valorização de ideias que nascem da vivência diária dos próprios colaboradores. A “Caixinha do Cuidado” é mais do que um conjunto de produtos em um banheiro; é um lembrete constante de que, na Confitec, o cuidado é um valor praticado coletivamente.