Quando nós fundamos a Confitec, tínhamos uma certeza e um desejo. A certeza era de que trabalharíamos com tecnologia (era o que nós gostávamos de fazer) e 100% focados no mercado segurador (novamente, era o que nós gostávamos de fazer). O desejo: criar uma empresa sólida, fundamentada em relações de confiança. Para mim, pessoalmente, poder confiar nas pessoas e ter a certeza de que elas sabem que podem confiar em mim sempre foi fundamental. A marca Confitec nada mais é do que a fusão dessa certeza com esse desejo.
Ao longo do tempo, nos tornamos referência em tecnologia para seguradoras e resseguradoras e conseguimos criar um ambiente muito parecido com aquele sonho inicial. No ano passado, tivemos, inclusive, o reconhecimento explícito da equipe, que afirmou que a Confitec é um ótimo lugar para se trabalhar – passamos a fazer parte do seleto grupo de empresas GPTW (Great Place to Work).
O ano de 2020 começou intenso, com muitas frentes novas de crescimento para as pessoas, as equipes e a Confitec como um todo. Até que veio a pandemia do coronavírus e um inesperado e inédito isolamento social. Há algum tempo, já vínhamos estudando a implementação de um regime parcial de trabalho remoto (home office), desenhando indicadores para monitorar a produtividade das equipes, pensando em formas de fazer uma transição suave que não colocasse em risco qualquer aspecto da nossa entrega para os clientes e da motivação e união da equipe.
Aqui, eu preciso fazer uma confissão: eu era talvez a pessoa mais resistente à migração para o home office. Mais que uma desconfiança, vejo hoje essa resistência como insegurança, medo dos possíveis efeitos colaterais negativos sobre as pessoas e sobre o resultado do trabalho propriamente dito. “Será que a mudança vai levar ao enfraquecimento das relações e à perda de produtividade e da qualidade da entrega?”, costumava me questionar com frequência.
Mas, muitas vezes, a falta de opção é libertadora. De repente, nós, e uma infinidade de outras empresas no Brasil e no mundo, nos vimos forçados a adotar um regime ao qual, em maior ou menor escala, todos de certa forma resistíamos. Se não fosse assim, mais empresas já estariam adotando home office muito antes da pandemia – afinal, a tecnologia necessária já estava disponível há muito tempo!
O bom é que todos os meus receios se mostraram infundados. Graças à competência e ao empenho da nossa equipe, temos conseguido manter o mesmo nível de entrega de antes do isolamento. Em alguns pontos e sob alguns aspectos, estamos até mais produtivos, entregando mais para os nossos clientes e também estando mais próximos uns dos outros, por mais paradoxal que isso possa parecer num cenário de isolamento físico.
Neste momento, estamos estudando como vamos incorporar o home office na cultura da Confitec. Não se trata de pensar “se” vamos tornar permanente o modelo, e, sim, “como” vamos equilibrar o trabalho presencial com o remoto após a retomada da atividade normal.
Resolvi escrever esta mensagem como uma forma de reconhecer e agradecer aos líderes que tiveram que se desdobrar para adaptar quase que instantaneamente seus modelos de gestão ao novo contexto (e o fizeram brilhantemente, diga-se de passagem) e a toda a equipe por confiar que ia dar certo e por se empenhar em realmente tirar o máximo proveito dessa experiência – para si mesmo, para a sua equipe, para a Confitec e para os nossos clientes.
Parabéns a todos! E muito obrigado! Vamos em frente com força total!
Por Jailson Meireles | CEO Confitec