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08
outubro

Como a tecnologia pode atuar no tratamento de resseguros no Brasil

Como a tecnologia pode atuar no tratamento de resseguros no Brasil

Quando nós começamos a Confitec, lá em 2003, pouca gente sabe, mas o nosso primeiro desenvolvimento foi justamente de um sistema de resseguro. Não era nem um produto de mercado, como a gente faz hoje. Foi uma demanda de uma seguradora que queria automatizar processos até então extremamente manuais e trabalhosos.

Naquela época, o mercado de resseguros brasileiro era fechado. Só existia o IRB, e todo o contato com as seguradoras era feito por meio de dois arquivos, o Resim e o Remim. Para se ter uma ideia, esses arquivos serviam só para resseguro proporcional — resseguro não proporcional simplesmente não existia na prática. Os técnicos de seguros gastavam até quinze dias para montar um único arquivo desses. Era um trabalho minucioso, quase artesanal.

Eu nunca esqueço de um momento marcante: logo depois de implantarmos nosso primeiro sistema, o superintendente da área veio me contar que, pela primeira vez, ele viu um técnico de resseguro olhar para um número, analisar e discutir a qualidade daquele dado. Foi uma experiência que mostrou que a tecnologia não é só útil para automatizar tarefas, mas que ela pode transformar a relação das pessoas com o que fazem, e dar ferramentas para que reflitam, criem e inovem.

Com o tempo, o mercado de resseguros abriu. As seguradoras deixaram de operar só com o IRB e passaram a ter diversos resseguradores na mesa. Os contratos se tornaram mais complexos: começaram a surgir planos proporcionais, não proporcionais, muitas vezes misturados num mesmo contrato. O que era complicado, ficou ainda mais desafiador.

Foi aí que eu percebi, junto com nosso time, que a tecnologia deveria ter um papel ainda maior: ela precisava viabilizar os negócios. O que antes era inviável manualmente — processos que levavam 10, às vezes 20 dias, como acertos de contas complexos —, começou a ser possível em questão de minutos com automação. E, mais importante, com um nível de confiabilidade dos dados que nunca tínhamos visto antes.

Lembro também de reuniões com clientes que compartilharam conosco que graças ao nosso sistema, tinham conseguido fechar negócios que antes eram impossíveis. Isso, para mim, passou a ser o verdadeiro sentido da tecnologia: viabilizar o novo, permitir ao cliente fazer algo que seria impraticável sem ela.

Hoje, seguimos evoluindo. Estamos discutindo a padronização da comunicação entre seguradoras e resseguradoras – porque cada um ainda manda informações em formatos diferentes, o que traz custos e retrabalho ao setor. Temos projetos em curso com inteligência artificial, como o cadastramento automático de contratos a partir da leitura de documentos, tudo para dar mais velocidade e inteligência para quem opera no dia a dia.

Olhando para trás, percebo que cada salto de tecnologia que demos foi, acima de tudo, motivado por um desafio real de quem trabalha com resseguros no Brasil. Nosso compromisso continua o mesmo: dar vida às ideias dos nossos clientes e ajudar o mercado a evoluir. Afinal, tecnologia boa é aquela que faz diferença na rotina, liberta tempo e inteligência das pessoas e, de verdade, impulsiona o negócio.

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