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08
junho

Girus na Generali: Tecnologia, parceria e eficiência na gestão de resseguros.

Girus na Generali: Tecnologia, parceria e eficiência na gestão de resseguros.

Entrevista:
Rubens Moreira Bastos
Superintendente atuarial e de resseguros da Generali Seguros
Com mais de 30 anos de mercado em companhias nacionais e multinacionais, Rubens Moreira Bastos construiu sua carreira majoritariamente na área atuarial.

Na Generali desde 2017, começou dedicado exclusivamente à atuação atuarial e, nos últimos cinco anos, incorporou também a gestão da área de resseguros.

Sua relação com a Confitec começou quando ainda trabalhava em outra seguradora. Foi lá que conheceu o GEPRO e se encantou com a proposta.

Ao chegar na Generali, Rubens retomou as conversas com a Confitec, inicialmente sobre o GEPRO. Mais tarde, liderou a implantação do sistema GIRUS, um projeto discutido em 2022 e iniciado em 2023. Em 2024, entrou em operação para novos negócios, evoluindo posteriormente para a integração de legados e conexões com o SAP. O resultado trouxe ganhos relevantes em tempo, integridade dos dados e benefícios financeiros.

Por que a Generali decidiu implementar um sistema de resseguro com a Confitec?

Decidimos abrir uma RFP (Request for Proposal) com algumas empresas do mercado, e a Confitec foi a que melhor se encaixou à nossa necessidade e expectativa de custo. Esse fator, somado ao histórico de qualidade e ao conhecimento prévio que eu já tinha da empresa, nos levou a optar pela parceria.

Quando foi a decisão e como se deu o cronograma?

A decisão foi em 2022. Em 2023, começamos o projeto. Foram 12 meses intensos de conversas, trocas de ideias e ajustes. Em 2024, conseguimos concluir o projeto inicial e colocar a ferramenta em operação. No primeiro momento, apenas com a parte de riscos patrimoniais. Passados seis meses, conseguimos incluir o seguro de vida. Por fim, fizemos a integração com o SAP. A cada etapa, enxergávamos ganhos de qualidade, velocidade e integridade de informação.

Como essas melhorias foram identificadas?

Um aspecto importante: antes do projeto, tínhamos alguns pontos de melhorias em relação ao processo de resseguro e, com o avanço da implantação, especialmente na fase do SAP, conseguimos avançar com essa otimização.

Como vocês trataram o legado?

Para entender o que valeria a pena, desenvolvemos uma base de dados e a conectamos ao GIRUS. A partir desse ponto, iniciamos o carregamento de todo o legado e recalculamos o resseguro desse estoque.

Ajustamos o processo e ao final, observamos um retorno significativo para a Generali que que por si, justificou a aquisição da ferramenta.

Isso foi concluído no final do ano passado. Hoje, todo o legado e todos novos processos tramitam pela ferramenta.

Como vocês avaliam os benefícios trazidos pelo GIRUS?

A ferramenta trouxe redução de tempo, mais qualidade e integridade de dados, além de melhorias operacionais e benefícios financeiros.

A ferramenta ainda evolui? Como está o uso pelo time?

Na minha visão, está em constante desenvolvimento, apesar de implantada e funcionando bem. Agora, minha equipe dispõe do tempo para analisar e solicitar melhorias.

Já implantamos também uma funcionalidade na própria ferramenta onde nós mesmos conseguimos recalcular as informações dos sistemas legados apertando um botão, sem demandar isso da Confitec. A ferramenta é muito boa, fácil de manusear e os novos colaboradores aprendem rápido a trabalhar com ela.

O que pesou na escolha do GIRUS?

Com o Girus, conseguimos realizar customizações para atender as demandas da Generali, com a visão do mercado europeu. Trabalhamos com diferentes moedas – temos riscos em dólar que tramitam pela ferramenta, que realiza automaticamente a conversão e a contabilização.

Como você define a relação com a Confitec?

Ao longo do processo, e até hoje, a Confitec sempre atuou com um sentimento genuíno de parceria, e não apenas uma relação comercial.

Em muitos momentos, ouvi: “Nós nos responsabilizamos. Vamos fazer e entregar!”. Isso fortalece muito a parceria.

Estou feliz! Se tivesse que fazer hoje, em outra seguradora, com certeza escolheria a Confitec. E entendo que hoje seria ainda mais fácil porque aprendemos muito nesse processo na Generali.

Há algum indicador objetivo dos ganhos?

Reduzimos o tempo de fechamento em torno de 40% a 50%. E, em termos de qualidade, todos os pontos de observações foram eliminados.

Ao refletir sobre toda a jornada de implantação do GIRUS, Rubens reforça que o processo, embora desafiador, trouxe resultados que superaram as expectativas iniciais. A redução significativa no tempo de fechamento, a eliminação de gaps operacionais e o ganho mostram que a parceria entre Generali e Confitec foi muito bem-sucedida.

Mais do que uma solução tecnológica, o projeto consolidou uma relação de colaboração genuína, onde ambos os lados se apoiaram mutuamente para superar obstáculos e entregar valor real ao negócio.
Com a conclusão dos ajustes finais prevista para junho de 2026, a Generali terá praticamente toda sua operação de resseguro rodando de forma integrada, automatizada e com qualidade de dados.